Desinformação

Fake News são a ponta do iceberg no intrincado ecossistema de desinformação. Campanhas baseadas em conteúdos fabricados para enganar têm estrutura profissional especializada e são financiadas, inclusive, pelas empresas que sustentam as plataformas de mídia social. A invasão da Praça dos Três Poderes, em Brasília, é a materialização desse jogo, onde a extrema-direita mantém o discurso contra a democracia em nome da livre manifestação.

gray magnifying glass and eyeglasses on top of open book

Passados sete meses, a onda de desinformação se espalhou tão rápido quanto o vírus SARS Cov-2. Pior, essa “desinfodemia” tem ajudado a fomentar falsas ideias e acirrar o pensamento anticientífico. Teorias da conspiração transitam pelos campos político, econômico e social, todas a partir de argumentos sem base ou sustentados em dados distorcidos, mal interpretados ou mesmo inventados.

Patamar de respostas dadas até aqui para enfrentar a indústria da desinformação não inclui velhas questões a respeito da mídia tradicional, tampouco dá conta dos desafios impostos pelas novas relações de mercado. Os limites entre os conteúdos pagos e os de interesse público sempre foram tênues, quando analisados sob a perspectiva do mercado e da indústria da comunicação.