#jornalismo

Fake News são a ponta do iceberg no intrincado ecossistema de desinformação. Campanhas baseadas em conteúdos fabricados para enganar têm estrutura profissional especializada e são financiadas, inclusive, pelas empresas que sustentam as plataformas de mídia social. A invasão da Praça dos Três Poderes, em Brasília, é a materialização desse jogo, onde a extrema-direita mantém o discurso contra a democracia em nome da livre manifestação.

Notícia não é mais encarada como o elo entre conhecimento social e opinião pública. Virou mais um discurso vazio na pulverizada rede digital de crenças ideológicas. Faltam sinalizações na encruzilhada, aquele momento em que os argumentos nos dão um sentido de direção, nos impulsionam em um determinado caminho. Falta o jornalismo no debate público, o que nos aproxima das diferenças sem julgamentos morais.

Nos revezávamos para fazer a “prensa” funcionar. Nela havia espaço para uma pessoa e uma pilha de jornais. Quando a criançada apertava o “botão mágico”, fazíamos a “prensa” sacodir até “cospir” um exemplar de estreia do jornal. Reinaldo se materializava no meio da criançada, como que alçado das páginas centrais que contavam sua história.

O presidente da República sempre foi tratado pela imprensa como “polêmico”. E não é nada disso. As coisas que ele diz, como se liberdade de expressão e de pensamento fossem a mesma coisa, merecem repúdio. Porque são autoritárias, agressivas, depreciativas para o cargo público de onde fala. É preciso dar a Bolsonaro o espaço que ele merece