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Lula e Alckmin na mesma chapa à presidência da República sinalizam uma articulação política ampla contra a autocracia indigesta do governo Bolsonaro. Tanto quanto a ideia de que o sistema está se organizando para inviabilizar o “mito”, numa cruzada de poderosos contra um “justiceiro solitário”. O momento pede discernimento quanto à forma de lidar com o adversário a ser derrotado.

O presidente da República sempre foi tratado pela imprensa como “polêmico”. E não é nada disso. As coisas que ele diz, como se liberdade de expressão e de pensamento fossem a mesma coisa, merecem repúdio. Porque são autoritárias, agressivas, depreciativas para o cargo público de onde fala. É preciso dar a Bolsonaro o espaço que ele merece

O Brasil não é exemplo na cobertura vacinal contra a Covid-19 e ainda não pode se dar ao luxo de voltar à vida sem o uso de medidas restritivas. Muito já se avançou no tratamento da doença e hoje o grau de conhecimento sobre o vírus justifica decisões que exigem cuidado. Principalmente com crenças sem fundamento e demonstrações de ignorância de líderes políticos e chefes de estado.

Universidade “útil” e “para poucos” expressa a ineficiência de gestão e o desmonte do sistema público na Educação. Enquanto estados e municípios buscam seus próprios recursos para superar o déficit de aprendizagem causado pela pandemia, as universidades públicas, líderes na inovação tecnológica, lutam contra a negligência do governo.

Observar certos padrões no comportamento diante da pandemia, neste momento, indica tendência de continuidade na polarização política pela negação da Ciência e dos fatos, além de uma perspectiva de piora no quadro de controle mundial de novos surtos. A desigualdade econômica e o viés político-ideológico ainda determinam o cenário.