Políticas públicas

Ao abrir consulta pública para “informar e conhecer as dúvidas” das famílias sobre a vacinação contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, o governo brasileiro segue a estratégia de minar as evidências científicas para se evitar a expansão da variante Ômicron. Não há como se ter dúvidas quanto à eficácia das vacinas, a não ser que se desconsidere o volume de investimentos e o esforço em pesquisa sem precedentes na história humana.

Universidade “útil” e “para poucos” expressa a ineficiência de gestão e o desmonte do sistema público na Educação. Enquanto estados e municípios buscam seus próprios recursos para superar o déficit de aprendizagem causado pela pandemia, as universidades públicas, líderes na inovação tecnológica, lutam contra a negligência do governo.

Os avanços para alcançar populações excluídas trataram de permitir o acesso, sem a promoção efetiva e equitativa da qualidade nos processos de aprendizagem na educação básica. Crianças e jovens espalhados pelas periferias do cenário da educação brasileira estão distantes de reconhecer possibilidades quanto ao próprio futuro porque a escola não vai até eles.

man in black and white polo shirt beside writing board

Negligente, o Governo Federal protagoniza o desmonte do setor público na educação ao tratar o orçamento com desdém. Mais do que o discurso ideológico e militante de seus ministros, desde o início da gestão Bolsonaro, o que preocupa mesmo são as prioridades em uma área que deveria ser valorizada com a aplicação de recursos em políticas públicas para vencer as desigualdades.

Tratar a lei emergencial para a Educação no âmbito meramente técnico é um prenúncio de que o sistema educacional público vai, paulatinamente, sofrer com a falta de políticas para universalizar o acesso e priorizar um projeto de desenvolvimento humano e cultural para o país. Como na Saúde, o governo federal tem tratado os dilemas educacionais negando sua importância para a economia e a geopolítica.